segunda-feira, 4 de julho de 2011

Profeta


Profeta sem meta, sem luz e razão.
Profere sem base, sem prosa sincera,
Fraqueja no verso na voz e ação.

Profeta nativo da própria aldeia
Seu dito não surte clareza vidência
Não flora, não brota não cresce ou frondeia.

Profeta crescente na crença do povo,
Seu dito é sincero se pode aprovar,
Bem longe da aldeia em outro lugar.

Vida promiscua.




 Vida promiscua,
                   Ferida e cansada
                   De muito arrisca
                   Compromissada.

                   Caminhos notáveis
                   Duradouro ou curto,
                   Tesouros indomáveis
                   Nem mesmo em furto.

                   Vida destino,
                   Amor cativante,
                   Pobre partindo
                   Sempre humilhante.

                  Vida ingrata
                  Dobra e escraviza
                  A fome insensata
                  O mundo aterroriza.


domingo, 3 de julho de 2011

Como posso crer?


Qual seria a solução?
Se ninguém mais acredita!
Quanta luta quanta ação...
-Fragilidade infinita.

Perdura a fragilidade
Perdura a inconseqüência
Perdura a dura maldade,
Perdura a dor da carência

Só não perdura o amor
A lucidez, o perdão,
Perdura o infrator,
Infringindo a multidão


A sobrevivência.




Quero sentir a tristeza
Dispersa pra vida,
As doze na mesa
Com força pra lida.

Que a lida não falte
Pra o pão não faltar
Que o mundo se exalte
Pra luta ganhar.

A luta pra vida
Da sobrevivência
Seja contida
De amor e coerência.



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Justiça



Se faça justa justiça
Não injustiça a plebéia,
Ajuste a corda do fraco
Consagre o brio na assembléia.

Renove o rosto justiça
Em relevância a verdade
Impere justa na luz.
Mantendo imparcialidade.

Sensibiliza seu quadro
Não hostiliza seu ser
Debruça o rosto na lei
Aja certo no poder.

Sem altivez se justiça
Para justiçar a vida
Para justiçar a terra
Já por tantas desprovidas.

Se faça justa justiça.
Ajuste jus com decência
Agindo com paridade
Na doce sã consciência.





quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sobriedade



Da força espiritual decanta,
Da vida os falsos coloridos.
Escuta docilmente o dito,
Discerne sobriamente o fato,
Discorre em língua moderada
Em plena ponta sensata.

Sempre descrido o embriagado
Complacente será sempre o sóbrio,
Sobriedade tem moralidade
Conduz o ser erguendo a sensatez
Eleva a vida em termo moderado
Sem o colorido da embriaguez.   

terça-feira, 21 de junho de 2011

Meu jeito de ser.



Eu sou como um passarinho
Que vôo no meu pensamento,
Quando fico tão sozinho
De tédio não me agüento.

Eu vim para ser feliz
E não aceito desfeita,
Pois algo por dentro me diz
Que meu ego não aceita.

Aquilo que me incomoda
Quando preciso repousar,
É como som desentoado
Na hora de farrear.

               O sabor que me faz bem
               Tem o gosto de maçã,
               Louvo e sempre agradeço
               O sol de cada manhã.
              
               Minha cor alucinante
               está no verde do seu olhar,
               Cativa-me fascinante
               De tal modo a desejar.
               
               A dimensão insuportável
               É está longe do meu amor,
               Cruelmente lamentável,
               Causa-me enorme dor.

               Tua imagem me alivia
               Dessa imensa saudade,
               E o mais importante seria
               Abraçar a felicidade.